terça-feira, 25 de setembro de 2012

04:36

Dança da noite no frio da madrugada...

Os lábios dançavam em sincronia no quarto quase que totalmente escuro, as quatro mãos percorriam seus corpos com a velocidade com que o prazer e a excitação lhe tomavam a mente.

Os botões das camisas começaram a ser abertos, as mãos lentamente percorriam o tecido, enquanto os beijos eram trocados, entre gemidos e sussurros de um prazer silencioso, aos poucos ambos estavam despidos já de uma peça de roupa e a nudez de suas peles se tocavam, intensificando as marcas das unhas que arranhavam a pele um do outro e deixavam o branco de epiderme com caminhos vermelhos, como memórias de prazer, e era tudo tão natural enquanto ficavam nus e navegavam um pelo corpo do outro, tentando descobrir os pontos fracos do prazer alheio, que parecia não haver tempo em que pudessem ser contidos os prazeres daquela noite...

As mãos bobas invadiram as calças e permitiam-se descobrir as primeiras surpresas da noite, ambos prontos para viverem de seus próprios prazeres... Era a primeira vez em que possuíam um contato tão íntimo e sem restrições, e o calor dos corpos faziam com que não tivessem qualquer vontade de sentir frio novamente. O aroma do prazer que pairava sobre o quarto dançava junto com a música que tocava, silenciando os gemidos e expressões de prazer que a cena tornava inevitáveis...

As respirações ofegantes nos ouvidos, a determinação das mordidas, a força com que unha e carne se uniam para rasgar um ao outro e não haver qualquer dor, se não aquela que viesse acompanhada de um prazer que lhe fosse superior... Tudo dançava em sincronia com a adrenalina que fazia seus corpos tocarem os limites do prazer e elevá-los à excitação máxima que humanidade poderia atingir na mistura fina de prazer, amor, dor e luxúria...

O calor se desfez e um vento frio tocou seu corpo... Enquanto puxava o cobertor para poder se proteger do frio que a manhã trazia, uma lágrima brotou de seus olhos escuros ao ver que estava mais uma vez, como todas as outras, curtindo a solidão fria de sua cama de solteiro, no mesmo quarto escuro e sem qualquer companhia para oferecer-lhe calor. O sonho havia se desfeito rapidamente, então, voltou a dormir, o relógio ainda marcava 4h: 36min, e em pouco tempo seria hora de levantar para mais um de seus dias de trabalho...

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