sábado, 22 de setembro de 2012

16:34

Sobre relógios e o tempo...

Sorrisos que duram segundos...

Beijos que se estendem por longos e prazerosos minutos...

Paixão que, entre suor e gemidos de prazer, estendem-se por horas...

Atração e excitação que prolongam-se por dias a fio, vivos na memória...

Namoros que duram mais que meses de carinhos mútuos...

Amor que se estende por anos, transpassam décadas e atravessam o próprio limite da vida...

Há tanto tempo, e há tanto para ser vivido. Tantas sensações que os ponteiros do relógio não podem marcar, mas são obrigados a fazê-los...

Tantas vezes que horas transformam-se em segundos de prazer, e segundos de saudade já parecem durar a anos de solidão.

O tempo é tão breve para tanto que há preciso ser sentido, e tão longo quando se há tão pouco para ser sofrido.

Enquanto escrevo, as horas passam devagar e sinto saudades, ciúmes, amor e vontade, tristeza, dor, carinho e calor, todas as sensações contidas num pequeno e breve espaço de tempo, talvez menos que milésimos de um só segundo...

Ainda acho que confuso é o tempo que me dão para falar, e que muitas vezes as palavras saem sem sentido, e mesmo essas me são estranhamente incompreensíveis. Mas, se escrevo, é pelo prazer de dizer sem preocupações as emoções que as horas me trazem...

Leiam, gastem as horas ou os minutos que quiserem...

Descubram o que os segundos do MEU RELÓGIO DE BOLSO insistem em contar sem pudores... 

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