Sobre relógios e o tempo...
Sorrisos que duram segundos...
Beijos que se estendem por longos
e prazerosos minutos...
Paixão que, entre suor e gemidos
de prazer, estendem-se por horas...
Atração e excitação que
prolongam-se por dias a fio, vivos na memória...
Namoros que duram mais que meses
de carinhos mútuos...
Amor que se estende por anos,
transpassam décadas e atravessam o próprio limite da vida...
Há tanto tempo, e há tanto para
ser vivido. Tantas sensações que os ponteiros do relógio não podem marcar, mas
são obrigados a fazê-los...
Tantas vezes que horas
transformam-se em segundos de prazer, e segundos de saudade já parecem durar a
anos de solidão.
O tempo é tão breve para tanto que há preciso ser sentido, e tão longo quando se há tão pouco para ser sofrido.
Enquanto escrevo, as horas passam
devagar e sinto saudades, ciúmes, amor e vontade, tristeza, dor, carinho e
calor, todas as sensações contidas num pequeno e breve espaço de tempo, talvez
menos que milésimos de um só segundo...
Ainda acho que confuso é o tempo
que me dão para falar, e que muitas vezes as palavras saem sem sentido, e mesmo
essas me são estranhamente incompreensíveis. Mas, se escrevo, é pelo prazer de
dizer sem preocupações as emoções que as horas me trazem...
Leiam, gastem as horas ou os
minutos que quiserem...
Descubram o que os segundos do
MEU RELÓGIO DE BOLSO insistem em contar sem pudores...
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